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O terminal de caracteres

Introdução

Linux, ou melhor, um sistema GNU Linux, já que Linux é apenas o kernel que inicializa o hardware e fornece as primitivas para usá-lo, utiliza o conceito de arquivo para uma grande variedade de atividades. Arquivos são sequências de dados em um disco rígido, configurações e não só isso: existem filesystems específicos que criam arquivos informativos com os quais se controla o funcionamento do nosso computador, e muitos dispositivos também podem ser usados como arquivos, como dispositivos de caracteres que processam sequências de bytes de várias maneiras.

O processo de carregamento do sistema culmina em uma interface gráfica ou, no nosso caso, em um prompt de shell, isto é, a interface de caracteres que usaremos em nossas aulas.

Conhecer a interface permite executar muitas operações na maioria dos dispositivos Linux; no nosso curso consideraremos bash (bourne again shell), a shell mais difundida para Linux. Depois do login, estaremos no diretório home do nosso computador, isto é, em \home\pippo supondo que nosso nome de usuário seja pippo, ou em \root caso tenhamos entrado com a conta de superusuário (root, justamente).

NUNCA USE a conta root como é costume em outros sistemas operacionais.

Para se mover entre diretórios, você pode usar o comando cd (change directory), lembrando que ele aceita tanto caminhos absolutos que começam com / quanto caminhos relativos a partir do diretório atual (indicado com . ou sem nenhuma indicação) ou de outros diretórios como home (~). Se quiser obter uma lista de todos os arquivos presentes na pasta, você pode usar o comando ls (list), talvez com o argumento ll, isto é, ls -ll.

Alguns comandos úteis

Alguns comandos úteis:

Executáveis presentes na pasta atual podem ser executados antepondo ./, isto é, indicando que o caminho se refere ao diretório atual.

Redirecionamento de input/output

O redirecionamento de input e output pode ser feito com os símbolos < e >.

Para escrever em um arquivo, podemos executar

echo "pippo" > pippo.txt

Isso criará um arquivo chamado pippo.txt com o conteúdo pippo; se depois digitarmos

echo "pluto" > pippo.txt

O conteúdo do arquivo será substituído por pluto. Se quisermos manter o conteúdo anterior e acrescentar o novo conteúdo no final, devemos usar >> em vez de >.

O símbolo < funciona de modo semelhante para os inputs.

Pipe

O pipe | permite concatenar o output de um programa com o input de outro.

cowsay "good evening" | lolcat

O output de cowsay é passado para o comando lolcat.

Variáveis

Variáveis são nomes dados a espaços de memória que podem conter strings, números e mais.

Para definir uma variável, usa-se o comando =; para usá-la, basta antepor o caractere $. Por convenção, as variáveis são escritas em maiúsculas.

VARIABLE="pippo"
echo $VARIABLE > pippo.txt
VARIABLE="pluto"
echo $VARIABLE >> pippo.txt

Cria um arquivo com o conteúdo

pippo
pluto

Também é possível iniciar um programa e salvar o output em uma variável

VARIABLE=$(ls)

O output do comando ls é salvo na variável chamada VARIABLE.

Scripts

Scripts são listas de comandos executados em sequência.

O primeiro comando é o interpretador usado para lançar o comando, normalmente #!/bin/sh, isto é, o executável /bin/sh com o prefixo #!.

Antes de executá-los, eles exigem permissões de execução com o comando chmod +x filename.

Repetições

Esta aula é repetitiva e será repetida toda semana. Abaixo está uma lista das repetições já realizadas.

Data Notas
240122-2230 Primeira aula
240129-2230 Bash script
240205-2230 Bash script